terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Eu, grandessissima preguiçosa, me confesso...

Confesso, pois.
Que não ponho os pés no ginásio há muito mais dias do que os que gostaria de admitir. Que quando o telefone toca e vejo que é de lá, não atendo de propósito. Já é suficientemente mau assumir que não tenho ido tanto quanto devia. Ter de explicar e desculpar-me mais do que três vezes seguidas ao menino musculoso, é obra.
Além disso não posso andar sempre a culpar os gémeos de tudo.
É verdade que, se eu conseguisse dormir à noite, talvez de manhã tivesse vontade de ir ao ginásio. Talvez. Mas provavelmente não ia na mesma.

A verdade é que não gosto de ginásios, nem de ginásticas nem de nada que implique correr, jogar com bolas e coisas do género.
É triste ser assim mas, grandessissima preguiçosa que sou, assumo. Triste. Senão vejamos, por essa blogosfera, facebooks, twitters e afins anda meio mundo a correr, com planos de treino que cumprem rigorosamente. A outra metade faz bodycombat ou bodyqualqueroutracoisadogénero, também numa base regular. Três vezes por semana. É animado e fixe mas eu, só de pensar nisso, já fico cansada.

Ah, e tal, é porque não precisas. Enganam-se queridinhas. Preciso sim. Que perder os 15 kilos foi facil, muito fácil. Dificil tem sido lembrar ao meu corpo que não é um pudim flan.

Mas isto agora vai mudar, ai vai vai. Fevereiro vai ser o novo Janeiro. Nada de novo, sou sempre um bocado retardada nas resoluções de fim de ano. Amanhã (re)começo (pela enésima vez) o exercicio de novo. Tá dito.

E agora vou ali acabar a caixa de Ferrero Rocher que a partir de amanhã para além de um corpo escultural vou ter sempre uma glicémia inferior a 50.


terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Amores-perfeitos

Acho que os meus filhos já gostam de mim. Sim, porque nos primeiros meses só nós é que gostamos deles. Eles nascem, choram, fazem cocó, têm cólicas, sorriem para os bonequinhos do mobile... E um dia gostam de nós. Um dia é o nosso colo que os acalma e não qualquer colo. É a nossa voz que pára o berreiro quando o carro pára no semáforo (oh xuxu da mãe, princesa linda, bichinho bom...). A nossa, e mais nenhuma. Um dia eles acordam e riem para nós. E pronto, nesse dia eles já gostam de nós. Os meus filhos, gémeos "diferentes" que são (haverão gémeos iguais?), gostaram de mim em alturas diferentes.

Na verdade eles amam-me (sim minha doutora pediatria favorita, obrigado por acalmar os meus receios de que eles nunca gostariam de mim...). Mesmo.

(Até aos 9 anos... Depois voltam a odiar-me, já sei.)

E, sendo tão dificil encontrar um amor verdadeiro e reciproco, ser amada por duas pessoinhas ao mesmo tempo tem mesmo de ser a melhor sensação do mundo.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Evolução

Eu sempre quis ter filhos mas sempre fiz disso um drama, um bicho de sete cabeças, um "como é que vou ser boa cirurgiã e boa mãe?", um "o melhor é ter filhos só depois da especialidade" ou um "vai na volta o melhor é nem ter filhos". Drama queen, eu.
E nem me apercebia. Se entre os 15 e os 24 anos ter filhos era certinho, os revezes do cupido e da vida alteraram os planos. É normal.
E eu ia fabricando os meus dramas, os meus impedimentos.
Mas um dia, um maravilhoso dia, Deus (Esse que tudo sabe), os meus maravilhosos óvulos e o melhor homem que podia ter acontecido na minha vida uniram-se para me mostrar que não controlamos nada. Que os dramas acabam quando o teste é positivo e que tudo se torna muito mais claro quando é positivo duas vezes.
Li algures que ser mãe de gémeos é a grande oportunidade de aprender a ser menos egoísta, a estar mais disponível e a pôr o bem estar dos outros à frente (duas vezes).

Acima de tudo é a grande oportunidade (e a responsabilidade) de criar duas pessoas de bem.

Esta é a minha oportunidade de evoluir. De tentar ser melhor pessoa.

Assim seja.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Certezas da vida...

U know you love your kids to death when, after a month of sleep deprivation, you still find them adorable at 3 a.m.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

34 semanas!

Grávida é um bicho chato. Grávida só fala de bebés, só pensa em bebés, vive de bebés.

Deus sabe que amo estes pequenos bichinhos que crescem dentro de mim, mas 9 meses de gravidez é muito mês. E escusam de vir com conversas de que "devias era aproveitar aquilo que outros não podem ter" e mais renhénhénhéu porque eu aproveito e agradeço. Mas não tenho de gostar de estar grávida.

Tenho saudades de sair de casa de manhã leve (onde é que isso ficou) para trabalhar. Dos meus doentes, do bloco operatório, das urgências...

Tenho saudades de ter assunto de conversa para além dos bebés.

Tenho saudades de 14 kg a menos.

Tenho saudades de conduzir para ir a qualquer lado sem tem um batalhão de PIDEs a perguntar porquê e a dar a suas opiniões acerca dos perigos de uma grávida de setecentas semanas que mal cabe no carro, conduzir.

Tenho saudades de conseguir pôr creme nas pernas e de pintar as unhas dos pés. E de não precisar de creme anti-estrias.

Tenho saudades de dormir uma noite inteira.

Tenho saudades do meu andar sexy.

Tenho saudades de dançar (ou melhor, tenho saudades de dançar sem parecer a hipopótama do Madagascar...).

Tenho saudades da minha energia.

Enfim, por agora sei que é o melhor. Que por eles compensa tudo. Tudo, tudo. Mas que tenho saudades, tenho.







terça-feira, 7 de setembro de 2010

Ecografando...

E não é que depois de andar em stress a comprar roupa 00, vulgo roupa de prematuros, os bichinhos já têm 2 Kg? Sim, cada um. E ainda falta um mês e meio... Percentis 75 e 50.

Leitõezinhos é o que é...

Roupinha tão linda para 45 cm... Hão-de vesti-la, nem que fiquem todos encarquilhadinhos lá dentro.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Medo...

A pessoa, igual a mim, que disse (animada e credulamente):

"se calhar nem era mau ter um parto "normal", assim o pai podia estar lá ao lado e cortar os cordões!"

... não fui eu! É a oxitocina a falar por mim!