quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A relatividade das coisas

Os meus filhos (vá, pelo menos um deles) já dizem mamã.

Sim, grande coisa, respondem vocês, aos quinze meses TODOS os bebés já dizem mamã.

Eu sei, eu sei. Espectacular era se já dissessem, sem gaguejar, " o-rato-roeu-a-rolha-do-rei-da-russia". Mas estou feliz na mesma.

Para quem só dizia papá e cocó, é um grande upgrade.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Sete?

E já lá vão quê? Quatro, cinco, seis meses? Sete! Sete meses desde o ultimo post.
Isto de ser mãe de dois, mulher de um e médica de muitos é bem capaz de fazer uma pessoa não ter tempo nem de pegar no computador quanto mais de escrever alguma coisa com ele.

A piolhagem cá de casa já anda. Muito. Normalmente sempre para lados opostos (qu'é feito daqueles gémeos que andam sempre juntinhos?). E caem ainda mais. Estão lindos demais e são perfeitos.

O internato já encarrilou (finalmente!) e daqui a três dias, hospital novo, pertinho de casa, só mesmo a fazer cirurgia pediátrica.

Já tenho um armário para a minha maquilhagem (ó futilidade abençoada!).

Pronto, em linhas largas foi isto que aconteceu nos últimos sete meses. ainda que pareça minimalista é mesmo assim que sinto o tempo. A correr.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Sobre a boda real

1. As filhas de Sarah Ferguson resolveram vingar-se do facto de a mãe não ter sido convidada para o casamento. Se a intenção era arruinar a foto de familia, conseguiram!



2. Isto de se casar á sexta-feira lembra-me os casamentos em Angola.... Será a globalização?

3. Kate (ups, Catherine) auto-maquilhou-se para o seu casamento. Queria ficar igual a si mesma. Pontos, pontos, pontos. Fiquei fã.

4. Eu casava-me só com a tiara que ela levou. O vestido podia ser da Zara, quem precisa de vestir-se quando tem uma tiara daquelas?

5. Eu não sou de intrigas mas só na ala dos homens é que vi televisões ligadas para ver o casamento... Serão os homens a mudar ou a patologia cirúrgica torna-os mais sensiveis?


segunda-feira, 7 de março de 2011

Como é...

... operar um recém nascido depois de ter os meus?

Afffff...

É um nó na garganta. Uma grande responsabilidade, ainda maior que já era. Porque é o filho de alguém. É o pequenino ou a pequenina de alguém. É o motivo do quartinho cor de rosa de alguém. É o bebé que faz os barulhinhos mais deliciosos do mundo para alguém. É tudo para alguém.

É-me impossivel não me rever nas lágrimas dos pais (normalmente das mães, os pais tendem a abraçar a mãe e a aguentar-se estóicamente - conosco foi assim, tenho reparado nisto e tem sido assim sempre). É impossivel não me lembrar dos primeiros dias de vida dos meus filhos, da impotência e da dor de não poder fazer nada excepto ir para o pé da incubadora e cantar baixinho "can't take my eyes off of you" até à exaustão.
Tem-me doído falar com os pais, olhar para eles. Porque os meus filhos sobreviveram e ficaram bem e dói-me não poder prometer isso.

Doem-me ainda mais os pequeninos. O ar indefeso que vem normalmente junto com um pequeno humano que pontapeia, chora e nos foge debaixo das mãos. Vencemo-los pela anestesia mas vê-los adormecidos é ainda mais duro.

Quando se põem os panos e se ligam as luzes, já não quero ser a mãe. Tento esquecer-me dos meus filhos e das minhas dores e das minhas duvidas e deixar que a técnica e o rigor me movam. Porque só assim, com o coração ao alto, se consegue operar alguém, novo ou velhinho.

O que me move é um amor grande pelo que faço, são as borboletas na barriga e é a forte convicção de que só fazemos o que tem de ser feito e cada vez que pousamos um bisturi na pele de um recém nascido é por um motivo muito forte.


... E agora vou ali fazer um bocado de psicoterapia e já volto...



segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

São Valentim

Eu não gostava do dia dos namorados. Eu tinha até uma certa antipatia por São Valentim (semelhante à que nutro pela padeira de Aljubarrota, mas isso fica para outra ocasião). Abominava o cupido.

Agora, desde que esta pessoa especial apareceu na minha vida, não consigo fazer outra coisa a não ser adorar São Valentim.

Venham os ursos de peluche, os jantares à luz das velas, as lingeries provocantes e o amor eterno. Venha tudo o que de piroso este dia possa ter, mas venham também todas as celebrações de amor. Por nós, pelo outro. Por aquele que nos acompanha nesta viagem louca.

Porque o amor é tudo. E o amor pode muito bem ser um urso de peluche. Um jantar à luz das velas. O amor pode ser uma lingerie provocante. Uma festinha na mão antes de dormir. Ou dois bebés.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Eu, grandessissima preguiçosa, me confesso...

Confesso, pois.
Que não ponho os pés no ginásio há muito mais dias do que os que gostaria de admitir. Que quando o telefone toca e vejo que é de lá, não atendo de propósito. Já é suficientemente mau assumir que não tenho ido tanto quanto devia. Ter de explicar e desculpar-me mais do que três vezes seguidas ao menino musculoso, é obra.
Além disso não posso andar sempre a culpar os gémeos de tudo.
É verdade que, se eu conseguisse dormir à noite, talvez de manhã tivesse vontade de ir ao ginásio. Talvez. Mas provavelmente não ia na mesma.

A verdade é que não gosto de ginásios, nem de ginásticas nem de nada que implique correr, jogar com bolas e coisas do género.
É triste ser assim mas, grandessissima preguiçosa que sou, assumo. Triste. Senão vejamos, por essa blogosfera, facebooks, twitters e afins anda meio mundo a correr, com planos de treino que cumprem rigorosamente. A outra metade faz bodycombat ou bodyqualqueroutracoisadogénero, também numa base regular. Três vezes por semana. É animado e fixe mas eu, só de pensar nisso, já fico cansada.

Ah, e tal, é porque não precisas. Enganam-se queridinhas. Preciso sim. Que perder os 15 kilos foi facil, muito fácil. Dificil tem sido lembrar ao meu corpo que não é um pudim flan.

Mas isto agora vai mudar, ai vai vai. Fevereiro vai ser o novo Janeiro. Nada de novo, sou sempre um bocado retardada nas resoluções de fim de ano. Amanhã (re)começo (pela enésima vez) o exercicio de novo. Tá dito.

E agora vou ali acabar a caixa de Ferrero Rocher que a partir de amanhã para além de um corpo escultural vou ter sempre uma glicémia inferior a 50.


terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Amores-perfeitos

Acho que os meus filhos já gostam de mim. Sim, porque nos primeiros meses só nós é que gostamos deles. Eles nascem, choram, fazem cocó, têm cólicas, sorriem para os bonequinhos do mobile... E um dia gostam de nós. Um dia é o nosso colo que os acalma e não qualquer colo. É a nossa voz que pára o berreiro quando o carro pára no semáforo (oh xuxu da mãe, princesa linda, bichinho bom...). A nossa, e mais nenhuma. Um dia eles acordam e riem para nós. E pronto, nesse dia eles já gostam de nós. Os meus filhos, gémeos "diferentes" que são (haverão gémeos iguais?), gostaram de mim em alturas diferentes.

Na verdade eles amam-me (sim minha doutora pediatria favorita, obrigado por acalmar os meus receios de que eles nunca gostariam de mim...). Mesmo.

(Até aos 9 anos... Depois voltam a odiar-me, já sei.)

E, sendo tão dificil encontrar um amor verdadeiro e reciproco, ser amada por duas pessoinhas ao mesmo tempo tem mesmo de ser a melhor sensação do mundo.