Eu pensava que ter vinte e seis anos era ser muito velhinha... Até ontem.
Ter vinte e sete é muito, muito pior.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Motivo de Consulta I
Ele vinha referenciado porque tinha uma hérnia no umbigo.
- Então João, o que é que tu achas que preocupou tanto a tua mãe para te trazer a esta consulta aqui no hospital?
- Não sei mas acho que é porque as cuecas estão-se sempre a enfiar no rabo.
Não era este, definitivamente, o motivo da consulta. Mas pronto, é sempre bom saber ao que é que os meus doentes acham que vêm.
- Então João, o que é que tu achas que preocupou tanto a tua mãe para te trazer a esta consulta aqui no hospital?
- Não sei mas acho que é porque as cuecas estão-se sempre a enfiar no rabo.
Não era este, definitivamente, o motivo da consulta. Mas pronto, é sempre bom saber ao que é que os meus doentes acham que vêm.
terça-feira, 14 de abril de 2009
É trauma!
Chegar a casa cansada, ir despindo a roupa pelo caminho até à casa de banho, pôr a água a correr para um banho de imersão...
De todas as tentativas que tenho feito corre sempre tudo bem até aparecerem as imagens da minha infância "luz-nem-sempre-água-quase-nunca", do tempo em que uma garrafa de agua de litro e meio dava para tomar banho e lavar o cabelo (com amaciador incluido!), de ver andar kilómetros por água... Naquele tempo (e neste, ainda), banho de imersão só mesmo na praia.
Culpa, culpa, culpa!
Desligar loguinho a água, ir a correr apanhar a roupa toda do chão, apagar as luzes todas pelo caminho (que os senhores da EDP não hão-de fazer fortuna à minha custa!), entrar na banheira, tomar um banho rápido igual aos de todos os dias.
O meu banho não é banho de TV, não tem àgua e espuma até ao pescoço e muito menos pétalas de rosa...
Ter crescido em África faz destas coisas. Em relação a banhos sou "conscienciosa" mas muito, muito pouco glamourosa.
terça-feira, 7 de abril de 2009
Vida Nylon 6/0 (seis zeros)
Mudei tudo.
Passo a explicar. Mudei de hospital, de especialidade, de casa, de blog...
Agradeço o antes mas, embora tenha aprendido muito (porque "é na pôrrada qui a gentxi aprendxi, viu?"), acordo todos os dias a agradecer tooooooooodas as benções que têm passado por estas mãozinhas ultimamente. Do tipo "isso tudo é meu?" :) Mas sim, parece que é.
A minha vida passou a ser cosida em nylon seis zeros. Linha fina... Coisa boa...
Entretanto já fiz descobertas importantissimas. Descobri que uma tesoura que corte bem adesivo é mais importante que um estetoscópio e já sinto falta dele pendurado no pescoço. Cheguei à conclusão que é para escondê-lo que os cirurgiões têm bolsos nas batas...
Descobri que o fato de bloco me fica mesmo, mesmo bem e, com a touca, já não se notam as orelhas de abano. Fui feita para fatos de bloco...
Acima de tudo, re-descobri que fui feita para eles, para os pequenos.
E é por isso que horas a fio em pé não custam, acordar cedo já não é um problema, deitar tarde não incomoda nada e que voltar a estudar anatomia é, pasmem-se vocês também, um prazer...
Obrigado, tá?
terça-feira, 24 de março de 2009
É desta!
É desta que eu decido ser feliz. Andava indecisa, já desde o 31 de Dezembro, que é quando todos decidem isso. Eu dou luta a mim mesma. Estava indecisa.
Ser triste é bem mais fácil, o pessoal enrola-se num cobertor, reclama do frio, da chuva e da crise, trata mal alguns e muito mal outros e pronto. É o triste e o coitado. A pessoa torna-se impossível de aturar. Sente-se incompreendido (e é efectivamente) e não entende que os outros não compreendam mesmo. Mesmo que queiram. Para além de que maltrata os que tentam compreender.
Eu, não vou ser mais aquela tristeza. Nem adianta, acabou o reclamanço. Não há frio nem sonhos incompletos nem relações de merda (ups, saiu!) mal resolvidas que me importem a esse ponto. Shame on me que, submetida à dor (a sério) dos outros, decidi apanhar uma minha e torná-la séria.
Há tempo para tudo e deprimir é, efectivamente, uma forma de reacção eficaz. Quando auto-limitada (ou anti-depressivólimitada ou chádemaracujá-limitada, incensodecaneló-limitada ou seja o que for que funcione). Porque ninguem merece uma vida de tristeza. Ninguém merece rir pouco, ser pouco tolo, ser pouco feliz.
Quanto a mim, não há mais paciência para o meu eu triste. Nem tolerância. Amiguinha, agora é zero. Mas tinha de ser uma decisão tomada assim, hoje. Não podia ter sido no 31 porque aí todumundo decide o mesmo e depois os anjos devem ficar meios confusos e naquela "ah e tal deve ser só resolução de ano novo, dia 4 já tá a deprimir de novo!" e não nos levam a sério.
Anjos (e diabos), oiçam-me que desta feita estou a ser sincera: Não vou ser mais aquela tristeza. Sou só amor e esperança, força e coragem. Sou só positiva. E gira, muito gira! :P
Ser triste é bem mais fácil, o pessoal enrola-se num cobertor, reclama do frio, da chuva e da crise, trata mal alguns e muito mal outros e pronto. É o triste e o coitado. A pessoa torna-se impossível de aturar. Sente-se incompreendido (e é efectivamente) e não entende que os outros não compreendam mesmo. Mesmo que queiram. Para além de que maltrata os que tentam compreender.
Eu, não vou ser mais aquela tristeza. Nem adianta, acabou o reclamanço. Não há frio nem sonhos incompletos nem relações de merda (ups, saiu!) mal resolvidas que me importem a esse ponto. Shame on me que, submetida à dor (a sério) dos outros, decidi apanhar uma minha e torná-la séria.
Há tempo para tudo e deprimir é, efectivamente, uma forma de reacção eficaz. Quando auto-limitada (ou anti-depressivólimitada ou chádemaracujá-limitada, incensodecaneló-limitada ou seja o que for que funcione). Porque ninguem merece uma vida de tristeza. Ninguém merece rir pouco, ser pouco tolo, ser pouco feliz.
Quanto a mim, não há mais paciência para o meu eu triste. Nem tolerância. Amiguinha, agora é zero. Mas tinha de ser uma decisão tomada assim, hoje. Não podia ter sido no 31 porque aí todumundo decide o mesmo e depois os anjos devem ficar meios confusos e naquela "ah e tal deve ser só resolução de ano novo, dia 4 já tá a deprimir de novo!" e não nos levam a sério.
Anjos (e diabos), oiçam-me que desta feita estou a ser sincera: Não vou ser mais aquela tristeza. Sou só amor e esperança, força e coragem. Sou só positiva. E gira, muito gira! :P
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