sábado, 29 de maio de 2010

CasaNostra

Vai lá estar grávida (de gémeos, ainda por cima) e andar à procura de casa para longe.

É o que dá o "ah e tal, nós somos diferentes... e fazemos as coisas our way... ah porque casar e montar casa nunca foi um objectivo... porque o importante é aproveitarmo-nos... ah porque o resto trata-se à medida que vai acontecendo". E fomos vivendo na nossa casinha alugada, linda de morrer, mas exorbitantemente alugada. Já estavamos a pensar nisso mas "estamos aqui tão bem e tal"...
Só que a vida muda (felizmente) assim de um dia para o outro, munidos de dois pequenos rebentos, decidimos que a altura era a de comprar casa. E ter quartinhos pirosos com barrinhas de bonecos nas paredes, uma varanda onde pudessemos plantar uma árvore e ler um livro... Essas coisas.
Começa o filme das agências, de andar com bloquinho na mão a apontar o número das placas do "vende-se", o drama do spread mais as avaliações e os senhores gestores dos bancos (que fofinhos, falam uma lingua diferente da minha...).

Esta semana tomavamos uma decisão. Esta semana que acabou e na qual só conseguimos um senhor meio nu durante uma visita a uma casa, uma multa da Emel e uma valente dor supra-pubica por andar a passear a barriga mais do que 15 minutos seguidos.
Da casa, estamos cada vez mais longe.

Note to self: na próxima reencarnação arranja casa antes de ter filhos. E faz depilação definitiva antes também.

Ah faço, faço!

terça-feira, 11 de maio de 2010

Zen...

E hoje, que seria um dia tão feliz para ti, sinto tantas, mas tantas, mas tantas saudades tuas... Know u'r in a better place mas às vezes sou pequena e dói. But yet, quem precisa de ver o papa quando está ao lado de Deus?

segunda-feira, 10 de maio de 2010

[Das alegrias da gravidez]

Agora é que eu fico uma grávida chata. Ter doentes e urgências e mexer em bisturis tirava-me um pouco deste cocktail de hormonas que é estar grávida. Evitou-se durante algum tempo, para bem de todos, as conversas sobre listinhas de enxoval, quartinhos de bebés e afins. Agora, presa em casa depois de um episódio digno de novela, dou por mim a navegar a alta velocidade (já que andar está moderadamente proibido) em blogs de grávidas, de bebés, de mobilias de bebés, de comida de bebés, de tudo de bebés.

Para além disso começo a adquirir alguns hábitos estranhos. Fazer festinahs na barriga foi o primeiro. Eu sei, voces sabem e toda a gente sabe que no meio da minha gordurinha subtcutanea (pouca), os meus musculos abdominais (desenvolvidissimos), liquidos aminitoticos, placentas e coisas que tais, é obvio que os meus filhos pequeninos nao sentem as minhas festinhas. Even though, a minha mão foge invarialmente para a barriguita e quando dou conta lá estou eu, qual gordo satisfeito a seguir ao almoço, a esfregar a pança... Para já ainda não apoio as mãos na região lombar enquanto empurro a barriga para a frente mas, a continuar desta forma, não falta muito...

sábado, 1 de maio de 2010

[Da Orgência...]

Tenho para mim que com tanta urgência estas crianças quando nascerem já sabem suturar cabeças e que em vez de papá e mamã a primeira coisa que vão saber dizer é "tinoti"...

quarta-feira, 28 de abril de 2010

[BabyBlog]

Muito tempo sem escrever, eu sei. Ocupada, sem vontade. Com o trabalho e as urgências, e os relatórios e o exame anual. E a grande mudança. Este blog vai, invariavelmente, passar a ser um baby-blog... Para além da minha vida de havaiana no pé e bisturi na mão, agora também há bebés (sim, são dois!) na barriga.
Dois bebés lindos e pequeninos (já tinham 55 mm a ultima vez que nos vimos...). Muito, muito pequeninos. Tão pequeninos que chega a dar medo.
Donos de uma capacidade imensa de me fazer enjoar, vomitar, dormiiiiiiiiiiir... Ladrõezinhos da minha força de fazer urgência durante 24 horas e aguentar outras 6 sem reclamar. Continuo a fazê-las. Mas custa saber que eles nao descansam e passam 30 horas a receber os meus inputs de stress. Valentes, estes bebés. Mini-cirurgiões.
A verdade é que, aparte a conversa do "estado de graça" e todas essas coisas, a minha pequenina experiência de maternidade já me modificou. Já nos modificou. E foi para melhor.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

... da chuva.

Eu digo que não mas se calhar gosto de chuva. E de drama. E de acordar assim, com aquele vazio de que falta algo. E não, não é ressaca. Água da torneira na discoteca não dá, tanto quanto se saiba, ressaca. É uma sensação de vazio, de me lembrar dos que amamos e estão longe. De saudades dos que foram quando vemos uma ambulância parada a um prédio de Lisboa. De certeza foi a tua mensagem, logo de manhã. Deixou-me assim. Assim de olhar à volta e sentir que nunca nada é completo. Mesmo que seja tudo tão, tão perfeito. De sentir que os três somos um e que a tua distância nos dói. E olho o meu parque, com o meu arco-iris. E a chuva. E acho que no meio de tanta coisa, até gosto de chuva.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

N.E.R.D.

Quando uma pessoa pergunta, de forma completamente inocente, a outra pessoa que nunca viu mais gorda quem é que ela é e por que carga da água nos quer adicionar como amigo no Facebook, é mau? Quando a pessoa que nos quer adicionar no Facebook é uma estrela de futebol e nós nem fazemos ideia, é mau?

Quer dizer que a primeira pessoa é mesmo muito fora-de-onda? Quer dizer que eu não entendo nada de futebol ou, tendo em conta os 2.398 amigos de facebook da estrela, quer dizer que eu não conheço nada do mundo?

Acho que este tipo de atitudes me colocam, oficialmente, no clube dos nerds. O próximo passo é tocar oboe na tuna dos ex-alunos da faculdade.